12 abril 2014

O pagamento do dízimo


Nós somos obrigados a pagar o dízimo?


Os católicos são obrigados a pagar o dízimo, no sentido estrito do termo? Ou seja, devem dar 10% de seus rendimentos à Igreja? Essa pergunta se faz necessária porque é cada vez mais frequente ouvir, dentro da Igreja, um eco da pregação protestante, segundo a qual a determinação do Antigo Testamento de pôr à parte "o dízimo de todo fruto de tuas semeaduras, de tudo o que teu campo produzir cada ano" [1], deveria ser seguida ao pé da letra.

Para responder adequadamente a esta questão, é importante distinguir três leis: a lei natural, a lei da Igreja e a lei da caridade.

Com relação à primeira, Santo Tomás de Aquino diz que existe um fundamento natural para que o povo sustente os seus ministros. Diz ele: "Que o povo deve sustentar o os ministros do culto é determinação da razão natural, como também recebem do povo salário para seu sustento aqueles que servem o bem comum: os governantes, os militares, e outros" [2]. E ainda: "O preceito da paga dos dízimos, quanto ao seu aspecto moral, foi dado pelo Senhor e está no Evangelho de Mateus: 'Digno é o operário do seu salário'" [3].

No entanto, na história da Igreja, esse direito já foi contestado. Os movimentos protestantes anteriores à Reforma, por exemplo, contestavam o dízimo como direito natural. Não à toa a Igreja exigia dos valdenses, a quem ela acolheu no século XIII, após muito tempo de divisão, que confessassem o seguinte: "Cremos que se deve doar aos clérigos sob as ordens do Senhor o dízimo, as primícias e as oblações" [4]. Na mesma linha, um dos erros de John Wycliffe condenados pelo Concílio de Constança dizia: "Os dízimos são também esmolas, portanto os paroquianos podem negá-los a seu juízo em razão dos pecados de seus prelados" [5]. Ou seja, os pecados dos bispos ou dos sacerdotes não cancelam o dever de justiça que os fiéis têm de sustentar as suas necessidades.

05 abril 2014

São Vicente Férrer

Quem não conhece São Vicente Férrer, sobretudo na Bretanha, onde terminou a vida?Nos séculos quatorze e quinze renovou as pregações e os milagres dos apóstolos. Converteu milhares de infiéis, de heréticos, cismáticos, pecadores, na Espanha, em França e na Inglaterra, bem como na Alemanha e na Itália. Isto porque evangelizou todos esses países, falando, como os espanhóis, diversas línguas. Mas, detenhamo-nos no que podemos imitar. Estudemos, por exemplo, como ele estudou. "Quereis estudar, dizia, de uma maneira que vos seja útil? Que a devoção vos acompanhe em todos os vossos estudos e que vosso fito seja alcançar a santificação e não a simples habilidade. Consultai mais a Deus que aos livros, e pedi-lhe com humildade a graça de compreender o que lerdes. O estudo fatiga o espírito e seca o coração. Ide, de quando em quando, reanimar tanto um como outro aos pés de Jesus Cristo. Alguns vos dão vigor renovado e novas luzes. Interrompei vosso trabalho com jaculatórias. Que a oração, enfim, preceda e termine vosso estudo. A ciência é um dom do Pai das luzes; não a olheis, pois, como obra de vosso espírito e de vossos talentos."

Natural de Valência, Espanha, nascido em 1357, entrou para a Ordem de São Domingos, em 1374. Morreu em Vannes, na Bretanha, em 1419, esgotado pelas austeridades e pelo trabalho. Renovou a fé e a piedade em grande parte da terra, com os milagres e as pregações. Contribuiu poderosamente para a extinção de um cisma, que há quarenta anos dividia a Igreja. Foi honorificado por reis e pelos povos. Que pensaria de si mesmo? Escutemo-lo:

"Toda a minha vida, disse, não é mais do que mau cheiro; meu corpo e minha alma estão infectos. Tudo em mim exala odor de corrupção, causada por abominações dos meus pecados e injustiças. E, o que é ainda pior, eu mesmo sinto essa exalação crescer dentro de mim, todos os dias, e tornar-se cada vez mais insuportável".

Se os santos pensam dessa forma a respeito de si mesmos, que deveremos pensar de nós mesmos?

27 março 2014

São Ruperto



São Ruperto nasceu na Áustria (Salisburgo) e foi o primeiro bispo local. Sua imagem é representada com um saleiro às mãos, pois a palavra Salisburgo significa sal.

Festejado nas regiões de língua alemã e na Irlanda, é considerado modelo aos monges irlandeses. Foi o primeiro bispo de Salisburgo (Áustria) e pertencia a família de condes (Robertini).

No ano 700 foi para Baviera e fundou a 120 quilômetros de Salisburgo, uma igreja em honra a São Pedro, apóstolo, apoiado pelo conde Teeldo de Baviera, desejando fundar ali um convento.

Porém vendo que o lugar que não era assim tão próprio, pediu ao conde um novo terreno perto do rio Salzach, nas proximidades de Juvavum, antiga cidade romana.

O mosteiro também dedicado a São Pedro é o mais antigo da Áustria e seu progresso de seu a doze conterrâneos seus, dois deles (Cunialdo e Gislero mais tarde considerados como santos).

São Ruperto é reconhecido como fundador da Nova Salisburgo. Partiu para a eternidade a 27 de março de 718 e suas relíquias são conservadas na belíssima catedral de Salisburgo, construída no século XVII.

Oremos,
Senhor, por intercessão de São Ruperto, queremos hoje vos rogar pelas vocações religiosas; para que os jovens vocacionados encontrem apoio em suas famílias e na sociedade para o desenvolvimento da Igreja. Rogamos também por todo o clero, para que, na santidade, governem com sabedoria o Seu povo. Amém.

Devoção: À evangelização
Padroeiro: Dos fundadores




19 março 2014

Valei-me São José

♪♫São José, eu queria ser como tu homem santo,
homem de fé que agradou a Deus.
São José, tu obedecestes ao Pai
e acolhestes como precisão a mãe do Salvador.

Ah! São José! Homem casto, homem fiel,
a tua pureza, eu quero ter, para agradar a Deus.
Quando o anjo aparecia e em sonho a ordem vinha,
tu cuidava em cumprir.
Ah! que firmeza de vontade, tu amavas na verdade,
esquecendo-te de ti.
São José, tu cuidavas do pequinino Deus,
hoje em dia ele cresceu vem cuidar de mim.
Toma-me pelas mãos da tua oração
e me entrega ao teu Jesus, quero amá-lo sim.

Ah! São José! Homem casto, homem fiel,
a tua pureza, eu quero ter, para agradar a Deus.♪♫ 




10 fevereiro 2014

Importância de rezar

"São Clemente Hofbauer, nunca ia visitar um pecador obstinado sem rezar pelo caminho o terço. - Todas as vezes, dizia ele, que rezei o terço por um pecador, obtive a sua conversão. Quando o chamavam para um doente de longe, ficava mais contente porque podia rezar mais mistérios. Se ouvia falar de um pecador endurecido, começava logo a rezar o terço, aconselhando o mesmo aos outros. Aos rapazes oferecia terços pequenos, que não lhes fosse incômodos trazer, e pedia-lhes que o rezassem ao passearem pelas ruas de Viena, como preventivo contra os numerosos perigos da grande cidade. Uma testemunha do seu processo de canonização declarou que, por meio deste conselho preservou muitas almas do pecado."


Trecho do livro Catequese Ilustrada pela Bíblia e Exemplos do Pe. Miguel Meier SJ. Ed. A Nação, Porto Alegre, 1953. p.230.